
Foto retirada do site www.caminhodesantiago.com
Pelo lado oposto, ele viria
Pisoteando dragões
De longe era miragem?
De perto: paisagem
Mas vinha...
A passos lagos e de coturno.
Meio anjo e soldado.
Presa na torre de medos: meu fado
De mim saiam lacraias
Lagartos e cobras
Tanto lixo carregado numa mala de emoções
Sinistros tremores e arrepios
E o dragão me assoprava labaredas
De salto corri por becos e alamedas.
Só.
Que sou mulher feita amiúde.
Cheia de detalhes e sombreados.
Crio monstros em castelos.
Mas teço vôos em asas do porvir.
E deles me afugento,
Mas hoje ele vinha do lado oposto.
Soltava raios em nuances de cores que jamais pari.
Assassinava meus temores
E colocou-me na garupa de seus sonhos.
Assim, pude dormir.
Pisoteando dragões
De longe era miragem?
De perto: paisagem
Mas vinha...
A passos lagos e de coturno.
Meio anjo e soldado.
Presa na torre de medos: meu fado
De mim saiam lacraias
Lagartos e cobras
Tanto lixo carregado numa mala de emoções
Sinistros tremores e arrepios
E o dragão me assoprava labaredas
De salto corri por becos e alamedas.
Só.
Que sou mulher feita amiúde.
Cheia de detalhes e sombreados.
Crio monstros em castelos.
Mas teço vôos em asas do porvir.
E deles me afugento,
Mas hoje ele vinha do lado oposto.
Soltava raios em nuances de cores que jamais pari.
Assassinava meus temores
E colocou-me na garupa de seus sonhos.
Assim, pude dormir.
Alyne Costa
Brumado, 25 de março de 2007