8.9.06

De Um Certo Entendedor


Mafra e suas aplicações na bolsa de valores-By: Alyne Costa


Não é que eu não entenda esta dorzinha que habita meu peito nas horas
de ir embora...
Entendo também esse dialeto de esperança que falo a cada romper de aurora.
Este zigzag dos dias... Nem todos belos, nem todos castelos.
Entendo um pouco da beleza dos Cânticos e das ladainhas a Nossa Senhora.
Entendo porque padre não casa.
Porque mulher quer filho.
Porque filho quer pai.
Porque pai quer namorada.
E porque namorada quer casar.
Entendo, até com certa maestria, porque alguns destinos tornam-se saudades.
Um pouco de alguns estatutos, de corte e costura e certos passos de ballet.
Sei de rezas pra benzer quebranto.
Minha mão pra planta é uma beleza...
Nadar mesmo, só cachorrinho.
Entendo de ouvir as pessoas, de ser engraçada e de contar mentiras.
Entendo algumas coisas por graça sua, outras por esforço e a maioria por ter olhos de ver.
O que não entendo, meu Deus, é a fragilidade das coisas deste mundo.

Alyne Costa
Salvador, setembro de 2006

3 comentários:

Tom Marcelino disse...

muito legal seu blog e seus escritos!

manu stieffel disse...

amei seu blog
=***

philosophos disse...

É genial este poema. Só ao alcance de uma verdadeira musa. "As musas são o próprio poema" - http//deliriospoeticos.blogspot.com